Entrevista do Caio - Contando a Música
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Eu já estava com vontade de sair antes, quando se está exercendo uma função há muito tempo, acaba marcando. E meu trabalho é mais do que isso, minha carreira é formada por outras coisas também. Pelo fato de eu tocar as pessoas me reconhecem pela minha música. Mas foi bacana participar , eles quiseram mudar o júri, talvez quisessem que o quadro tomasse um caminho diferente, então eles optaram por fazer essa troca. Pra mim foi muito produtivo e não foi por nenhum outro motivo. Saiu na mídia que eu teria saído por uma briga, mas as pessoas realmente inventam, não foi nada disso.
Quanto tempo você ficou no júri?1 ano e meio
Quem mais saiu?
Quem mais saiu?
Eu a Talita e o Maurcio, que era a parte mais jovem do júri, e ficaram os mais experientes que é a Marly e o Messias.
Você tá querendo atingir um novo público?
Você canta bem, por que você não começou a cantar antes? Você já fez um trabalho voltado para o sertanejo, você ta indo pra esse lado neh?
O último trabalho que a gente lançou pela Universal music é um disco sertanejo, resgatamos várias músicas antigas, sucessos da época, foi em 2008. Tem “Fada” e um monte de músicas bacanas, apenas tocando. Então eu peguei bem essa linha, que tava bem forte no mercado, bem forte no Brasil, que o pessoal gosta, que agrada a praticamente todo mundo e comecei também a compor umas coisas minhas. E o pessoal ta curtindo na internet a música nova, “Só mais essa vez”.
Você ta cantando agora, ha quanto tempo você canta?
Oficialmente? Hum... desde 2006, mas eu não me considero um cantor privilegiado. Eu nasci, graças a Deus, com um dom musical e acho que pra mim, cantar é mais uma coisa legal, um plus. Pode agradar também, as pessoas que de repente não se identificam tanto com a música instrumental, então tem sido diferente, tem sido muito legal.
Você tá querendo atingir um novo público?
É, eu acho que é legal trazer mais gente, agregar o pessoal mais novo que se identificou comigo, com meu jeito, que mesmo não curtindo muito a música instrumental, compareciam aos shows. Então eu senti a necessidade, achei bacana também compartilhar isso, e de alguma forma fazer alguma coisa diferente.
O último trabalho que a gente lançou pela Universal music é um disco sertanejo, resgatamos várias músicas antigas, sucessos da época, foi em 2008. Tem “Fada” e um monte de músicas bacanas, apenas tocando. Então eu peguei bem essa linha, que tava bem forte no mercado, bem forte no Brasil, que o pessoal gosta, que agrada a praticamente todo mundo e comecei também a compor umas coisas minhas. E o pessoal ta curtindo na internet a música nova, “Só mais essa vez”.
Essa música você compôs com o Guilherme...
Guilherme Marino, um grande parceiro!
E o CD novo? Quando vai lançar?
E o CD novo? Quando vai lançar?
Provavelmente esse ano, estamos trabalhando pra fazer um trabalho legal que o pessoal goste na música instrumental e também cantando.
Créditos: contandoamusica.com.br
Show em Rio Claro
Hoje tem show em Rio Claro!
Madalena Música e Bar
Endereço: Rua 5 esquina com av. 5 n.º 403 - Centro - Rio Claro-SP
Créditos: barmadalena.com.br
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Com novos hits, Lady Gaga e Katy Perry 'assopram a poeira' do Sax
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Blog Caio Mesquita
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O G1 publicou esta matéria sobre Sax e falam sobre o Caio.
De ícone do jazz a patinho feio do pop, o saxofone ensaia uma volta aos iPods e pistas de dança. Resgatado das salas de espera de consultórios e anúncios de motéis por hits recentes de Lady Gaga (“The edge of glory”) e Katy Perry (“Last friday night”), o instrumento passa por um renascimento, confirmado por mestres do sopro ouvidos esta semana pelo G1.
“Sinto as pessoas com sede de ouvir saxofone de novo. O instrumento passou um tempo na gaveta e voltou a ser uma opção para quem está fazendo coisas novas”, atesta George Israel, 51 anos, centroavante do rock com saxofone no Brasil.
Com o Kid Abelha, Israel ajudou a tornar o instrumento pop com hits como “Pintura íntima”, “No seu lugar” e "Eu só penso em você". Mas até a banda deixou o sax meio de lado por um tempo. “Passei a tocar outros instrumentos no show”, lembra o músico, que além do Kid Abelha, empunha sax em apresentações com DJs. “É um instrumento querido, mas tem ciclos. Os solos de guitarra também diminuíram nos anos 80. As pessoas gostam de novidades nas sonoridades”, analisa.
Com o Kid Abelha, Israel ajudou a tornar o instrumento pop com hits como “Pintura íntima”, “No seu lugar” e "Eu só penso em você". Mas até a banda deixou o sax meio de lado por um tempo. “Passei a tocar outros instrumentos no show”, lembra o músico, que além do Kid Abelha, empunha sax em apresentações com DJs. “É um instrumento querido, mas tem ciclos. Os solos de guitarra também diminuíram nos anos 80. As pessoas gostam de novidades nas sonoridades”, analisa.

Leo Gandelman, 54 anos, gravou recentemente solo para Cindy Lauper. Mas é acompanhando brasileiros que se tornou figurinha carimbada do sax. São deles as sopradas em músicas como “Anjo” (Roupa Nova), "Ska" (Paralamas do Sucesso), “Punk da periferia” (Gilberto Gil), “Negra Ângela” (Neguinho da Beija Flor) e “Cheia de charme” (Guilherme Arantes).
“O sax na década de 80 e até a metade dos anos 90 foi onipresente”, lembra. “Não chegou a cair no limbo, sempre foi instrumento de solo marcante e sempre será. Na década de 80, ele estava em todas. Agora ele não está em todas, mas está em várias”, defende o músico veterano. Ele anda afastado do mainstream há algum tempo, mas entregou a missão de perpetuar o instrumento ao filho, Miguel Gandelman, de 28 anos. Entre os trabalhos do rapaz, estão parcerias com Michael Jackson, Christina Aguilera e Jonas Brothers.
Milton Guedes, 48, reconhece a importância do Gandelman pai. “Foi o responsável pelo salto do sax de uma coisa sofisticada para o popular, levou os grandes solos para novelas”, resume Guedes. Os dois tocaram com Lulu Santos, que sempre deu importância ao instrumento. Guedes tem carreira solo que rendeu o hit “Sonho de uma noite de verão” e já foi ouvido com Djavan (“Pétala”), Oswaldo Montenegro (“Lua e sol”) e Jeito Moleque (“Sem radar”).
Ele diz ter sofrido preconceito, “pelo fato de fazer uma linha mais pop com o sax”, e conta que passou a tocar mais gaita e flauta devido a isso. “Virou um padrão. Uma balada popular tinha que ter solo de sax. As pessoas começaram a se cansar. Houve uma banalização. Eu criei um estilo de tocar que foi muito imitado. Meus amigos me sacaneavam, me falando que eu estava em todas as músicas.”
Guedes comemora o retorno do sax às paradas via Katy e Gaga, que canta acompanhada de Clarence Clemons, músico de Bruce Springsteen que morreu em 18 de junho. “É uma coisa cíclica. Nos anos 90, todos os pagodes tinham. Hoje, entra um pouco de sax nas misturas eletrônicas. Ele pode dar uma liga com a parte orgânica. O sax é uma voz, é melodia o tempo inteiro”, empolga-se.
Ele diz ter sofrido preconceito, “pelo fato de fazer uma linha mais pop com o sax”, e conta que passou a tocar mais gaita e flauta devido a isso. “Virou um padrão. Uma balada popular tinha que ter solo de sax. As pessoas começaram a se cansar. Houve uma banalização. Eu criei um estilo de tocar que foi muito imitado. Meus amigos me sacaneavam, me falando que eu estava em todas as músicas.”
Guedes comemora o retorno do sax às paradas via Katy e Gaga, que canta acompanhada de Clarence Clemons, músico de Bruce Springsteen que morreu em 18 de junho. “É uma coisa cíclica. Nos anos 90, todos os pagodes tinham. Hoje, entra um pouco de sax nas misturas eletrônicas. Ele pode dar uma liga com a parte orgânica. O sax é uma voz, é melodia o tempo inteiro”, empolga-se.
João Marcelo Bôscoli, da gravadora Trama, concorda. “Essas duas artistas tem o poder de pautar a estética pop”, resume. Para Bôscoli, o desgaste veio um pouco antes: foi nos anos 80 que o uso do instrumento passou do ponto. “Podemos creditar a falta do prestígio ao Kenny G e aos artistas do smooth jazz”, opina. “Nos últimos 20 anos, virou sinônimo de kitsch, de gosto meio duvidoso. Teve uma saturação, com as músicas comerciais, de elevador. Virou música ambiente adulta. O prestígio que ele passou a ter é recente.”
O empresário lembra que o sumiço do sax do pop brasileiro só não foi total nos últimos 15 anos por conta do naipe de metais de bandas de pop rock surgidas nos anos 90. “Skank e Jota Quest têm sessões de metais em seus hits. O Los Hermanos também faz parte do time que acabou restaurando o prestígio do saxofone. Mas não é muito presente no solo de saxofone.”
Bossa nova e Kenny G

O músico Caio Mesquita, de 21 anos, se apresenta
em São Paulo (Foto: Divulgação)
Nascido em 1990, o saxofonista Caio Mesquita começou a fazer sucesso aos 16 anos. Virou ídolo teen ao tocar em programas de TV versões instrumentais de "Samba de verão", "Wave", "Garota de Ipanema" e Kenny G, seu ídolo.
“Vejo essa volta de forma positiva, porque populariza o instrumento. Ele não é tão popular como violão ou guitarra. É importante não ficar limitado ao jazz ou blues.” Foi bem longe desses gêneros que o sax encantou o garoto santista pela primeira vez.
O primeiro solo que aprendeu foi o de “Pense em mim”, de Leandro & Leonardo. “Foi a primeira coisa que eu ouvi e me interessei. É a música que me levou a tocar sax.” Quando os fãs do jovem músico ouviram os hits de Katy Perry e Lady Gaga, correram para contar para ele. “Muita gente veio brincar comigo, falando que agora eu poderia tocar com ela”, diz rindo.
Créditos: g1.globo.com
Show do Caio na Festa de Inverno
Hoje (01/07) tem show do Caio na Festa de Inverno em Santos!!
Principal evento beneficente da cidade, a Festa Inverno será aberta pela prefeitura, nesta sexta-feira (1º), às 18h, na área externa da Arena Santos, na Vila Mathias. O complexo de lazer inclui praça da alimentação, que será explorada por 32 entidades assistenciais; parque de diversões e pista de patinação.
Haverá também shows musicais todas as noites. A festa, com entrada gratuita, vai até 31 de julho, exceto às segundas-feiras, das 18h às 24h. A estrutura tem capacidade para receber diariamente até cinco mil pessoas. Os voluntários das instituições prometem caprichar nos pratos, com bons preços, nos oito restaurantes e 24 lanchonetes. A renda da praça da alimentação será revertida integralmente para as 32 entidades.
A estrutura tem aproximadamente 6 mil metros quadrados. A praça de alimentação é coberta para garantir o conforto dos visitantes. O espaço das barracas reservado às cozinhas conta com piso suspenso para evitar transtornos às instituições em dias chuvosos. Há ainda posto médico, estande de turismo, e espaço para equipes de segurança, cultura e do Fundo Social, que darão suporte às entidades. O estacionamento, com 150 vagas, fica na Unip (Universidade Paulista), em frente à arena, ao preço de R$ 10,00 por veículo. A entrada será controlada com detectores de metal. Policiais militares e guardas municipais garantem a segurança, enquanto a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) monitora o trânsito.
Pra quem quiser conferir:
Arena Santos,
Endereço: Avenida Rangel Pestana, 184, Vila Mathias, Santos - SP
Créditos: melhordesantos.com
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